Apesar de reunir cerca de 7% dos meios de hospedagem no Brasil, Salvador possui apenas 3 apart-hotéis ou flats, é o que revela Pesquisa de Serviços e Hospedagem realizada pelo IBGE e divulgada em fevereiro de 2012. De olho neste mercado, incorporadoras anunciam a implantação de hotéis para longos períodos de hospedagem na região da Avenida Tancredo Neves, principal centro financeiro da cidade. Exemplo disso é o Adágio City Apart Hotel, que será construído próximo ao Salvador Shopping e tem entrega prevista para o primeiro semestre de 2014. A comercialização é realizada exclusivamente pela Brasil Brokers Brito & Amoedo e a incorporação é da Setin Empreedimentos Imobiliários e Helbor Empreendimentos. Este será o primeiro hotel da marca Adágio City em Salvador, bandeira operada pela Accor, empresa que já administra os hotéis Ibbis e Mercury na cidade. Este empreendimento, diferente dos hotéis clássicos, oferece unidades de 30m² a 60m² voltadas a hospedagem de maior permanência, com o mínimos de quatro noites, muito utilizada por turistas de negócios. Para falar sobre a demanda por apart-hotéis na cidade, e a comercialização deste novo empreendimento, o sócio-diretor da Brasil Brokers Brito & Amoedo, Claudio Cunha está à disposição da imprensa.

A 7ª Convenção Brasil Brokers Brito&Amoedo e Brasil Brokers, aconteceu dia 10/01 no Hotel Fiesta com nossa equipe de vendas com 700 corretores, sorteio de prêmios e  novo guia de imóveis. Planejamento de vendas para 2012 com muitos lançamentos.

Em 30 de outubro de 2007, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de Futebol. Quatro anos depois, o que se vê é quase nada em termos de planejamento, com as maiores ações concentradas nas reformas de alguns estádios de futebol e construção de outros. No nosso caso, a Bahia, tem somente como ação em andamento, e que deve estar concluída até 2014, o estádio, a chamada Nova Arena Fonte Nova. Mas será que a cidade vai apenas se beneficiar de uma arena multiuso?

As divergências entre a prefeitura e o estado, aliadas à falta de planejamento, afinal em quatro anos não fizemos nada, podem comprometer um legado de alto valor para a cidade, principalmente com relação à mobilidade urbana, recuperação de áreas carentes, implantação de equipamentos e, além disso, a oportunidade de Salvador ter sua imagem divulgada no exterior como local atrativo para investimento, dado a uma infraestrutura tecnológica, de lazer e turismo, que poderíamos construir. Seria uma perda para a cidade termos apenas um estágio de futebol como legado da Copa.

Instituições classistas, quer de patrões e de empregados, deveriam se manifestar sobre o assunto, que abrange a vida de todos nós que moramos em Salvador, hoje um local bastante castigado e que pouco atrativo oferece, quer seja para o turista, quer seja para os baianos. Não fosse o mercado imobiliário, que cria espaços organizados e de boa qualidade de vida, estaríamos em situação bastante difícil, embora haja quem coloque na expansão imobiliária a culpa por termos um sistema de transporte absoleto.

Os especialistas em projetos de megaeventos sustentam que esses empreendimentos podem acelerar ações de desenvolvimento social e renovação urbana, que demorariam para serem executadas, sem um ambiente favorável ( como é o caso da Copa de 2014).  Segundo eles, desde a década de 90 para cá, as cidades que sediaram Mundiais e Jogos Olimpícos se beneficiaram ao responder às suas necessidades domésticas de reestruturação do tecido da urbe, de modelos de consumo, turismo, lazer e mobilidade urbana. O maior exemplo é o legado de Barcelona. A cidade sediou as Olimpíadas de 1992 e se transformou.

Em entrevista para o jornal O Globo (9/10/09), Manuel Herce Vallejo, urbanista espanhol que participou das transformações de Barcelona para Olimpíadas de 1992, disse que Barcelona se tornou, pela mídia internacional, uma das seis cidades mais interessantes para se investir. Para ele, o menor legado foi em relação às instalações esportivas, mas sim, dentre outras, a renovação da cidade, a recuperação da costa e da praia e a revitalização dos bairros. Os Jogos Olímpicos de Verão de 2012, oficialmente conhecidos como Jogos da XXX Olimpíada, serão realizados na cidade de Londres, de 27 de julho a 12 de agosto de 2012.

O professor da Universidade de East London Gavin Poynter, que acompanhou todo o projeto da candidatura da cidade para a Olímpiada de 2012, evidenciou aos organizadores da Copa 2014 no Brasil o que garantiu a escolha de Londres: “Apresentamos a visão de uma Olimpíada que não representaria apenas uma celebração do esporte, mas uma força de regeneração. Os Jogos irão transformar uma das mais pobres e carentes áreas de Londres. Serão criados milhares de empregos, erguidas milhares de moradias e oferecidas novas oportunidades de negócios”, destacou.

O planejamento dos ingleses, que estão com seu calendário de obras em dia e sua planilha de gastos sob controle, chegou ao esmero de construir um estádio com uma parte permanente e outra temporária para que, após os Jogos, o espaço originalmente destinado ao atletismo possa ser adaptado, sem custos, para o futebol – verdadeira demanda dos moradores locais, com rentabilidade garantida.

A mim bastava que o prefeito desse um jeito na cidade da Bahia”. Essa frase, da qual eu transmudei o título desse artigo, é de Caetano Veloso, e compõe os versos da música  “Ele me deu um beijo na boca”, do LP “Cores e Nomes”, no longínquo 1982. Portanto, faz 29 anos que o santamarense de boa cepa, assim como Emanoel Araújo, se referiu à cidade da Bahia.

Os entraves ao desenvolvimento de Salvador são tantos, que seria até injusto cobrar somente do prefeito a responsabilidade por “ um jeito na cidade da Bahia”, embora a ele caiba a condução de Salvador.
Porém, quando leio na imprensa as idas e vindas, na verdade nem idas e nem vindas, de projetos que simplesmente não acontecem, ou que se evaporam, como o hotel Ramada, que iria se instalar no antigo Salvador  Praia Hotel, mas foi se abrigar em Belo Horizonte, ou do estado em que encontra o Pelourinho, ou as ruínas do Comércio, percebo que há uma profusão de entes que concorrem para a atualidade do verso de Caetano Veloso.
Nesse barandão, em que se transformou a cidade, um ponto chama a atenção, praticamente grita, há quase cinco anos, sem que seja ouvido, é a orla de Salvador. Uma pendenga judicial transformou a orla numa terra de ninguém e de nada, afinal, afora o submundo, nada se encontra nesse espaço que favoreça o passeio, a caminhada, o lazer. Embora sem o menor atrativo, que a torne um ponto turístico e de referência da cidade, a orla e circunvizinhança estão se constituindo num novo vetor de crescimento da cidade.
Empreendedores do mercado imobiliário estão a construir empreendimentos, seja em Patamares, Armação, Jardim de Alhá e na Avenida Pinto de Aguiar, num esforço de apostar na construção de ambientes habitacionais que engrandeçam a Orla, hoje esganiçada. É próprio da iniciativa privada “fazer a hora e não esperar acontecer” como disse o cantor e compositor Geraldo Vandré, durante o período da ditadura militar. Mas a construção civil por si só não resolve os problemas da cidade, ela ajuda a resolver, quando há sintonia.
Lendo o artigo do professor e arquiteto Salvador Gnoato, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, a PUCPR, “ A cidade e seus ícones arquitetônicos”, nota-se que ao contrário de Berlim e Barcelona, que estão constantemente agregando novas construções em suas malhas urbanas, Salvador não consegue sequer ter uma orla decente. Recentemente, explica o professor, os museus substituíram as igrejas como principal espaço de reunião das cidades. Bilbao, na Espanha, construiu um museu que abriga as exposições da coleção Guggenheim, se transformando numa atração turística.
Em Niterói, o museu projetado por Oscar Niemeyer foi no mesmo caminho. Enquanto isso a cidade da Bahia espera que alguém dê um jeito, antes que as construções virem ruínas. Haja espera.
Artigo publicado no jornal Tribuna da Bahia
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Gustavo Brito, sócio da Brasil Brokers Brito&Amoedo, e André Piton, Diretor Geral da Cyrela NordesteOs sócios da Brasil Brokers Brito&Amoedo, Gustavo Brito e Claudio Cunha, e o Diretor Geral da Cyrela Nordeste André Piton,O mestre de cerimônias Rafael Cortez apresenta o lançamentoClaudio Cunha e Luciano Almeida, Diretor de Incorporação da Cyrela NordesteAndré Pithon, Diretor Geral da Cyrela Nordeste, Claudio Cunha, sócio da Brasil Brokers Brito&Amoedo, e Luciano Almeida, Diretor de Incorporação da CyrelaDSC_8447KIN_0002_943x627KIN_0700_943x627KIN_0698_943x627KIN_0696_943x627KIN_0694_943x627KIN_0691_943x627KIN_0690_943x627KIN_0688_943x627KIN_0678_943x627KIN_0675_943x627KIN_0673_943x627KIN_0671_943x627KIN_0669_943x627KIN_0665_943x627
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