
A Bahia voltou a liderar a geração de empregos na Região Nordeste ao apresentar em janeiro deste ano um saldo de 6.861 empregos celetistas.

Programa de Aceleração do Crescimento e o Minha Casa, Minha Vida serão preservados das tesouradas no Orçamento de 2012. A expectativa é de que o contingenciamento fique entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões
O corte no Orçamento-Geral da União de 2012 vai ficar abaixo dos R$ 60 bilhões pretendidos pelo mercado e por setores mais ortodoxos do Ministério da Fazenda. A expectativa é de que o contingenciamento, que será anunciado até sexta-feira, fique entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões. Apesar de a crise internacional ainda estar em uma fase aguda — a Grécia acaba de aprovar um pacote duro de austeridade fiscal e a Zona do Euro não dá sinais de que conseguirá livrar-se da turbulência —, o Planalto avalia que é preciso manter os investimentos para assegurar um crescimento sustentado do país neste ano.
Os programas estratégicos do governo serão preservados. Estão nesse rol as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida. Dilma aposta que os investimentos no PAC serão importantes para que, no segundo semestre do ano, o ritmo de crescimento da economia volte a atingir os patamares de 2010. Já o Minha Casa, Minha Vida foi escolhido pela presidente como o grande projeto de seu mandato. Ela considera que os programas sociais estão consolidados e que chegou o momento de dar moradia com dignidade para as pessoas, especialmente as famílias com faixa de renda até R$ 1,6 mil.
A tesourada na peça orçamentária também deixará incólume o Programa Brasil sem Miséria, um desdobramento do Bolsa Família que beneficia 16 milhões de pessoas com renda familiar abaixo de R$ 70; e os investimentos em educação, ciência e tecnologia e saúde. Pela ênfase dada pela presidente em cerimônias recentes no Palácio do Planalto, a aposta é que programas como o Pronatec — uma espécie de Prouni para as escolas técnicas — e o Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas de estudo no exterior, devem ser mantidos. Dilma tem fixação pelo ingresso do país na “era do conhecimento”.
A redução da expectativa de aumento do PIB para 2012, anunciada ontem pela equipe econômica, só reforça os argumentos para que os cortes sejam menos duros que os planejados inicialmente. O PIB deste ano deve fechar em 4,5% e não os 5% esperados inicialmente pela Fazenda e pelo Palácio do Planalto. Em recentes reuniões com empresários que investem no Minha Casa, Minha Vida, o ministro Guido Mantega assegurou que os recursos seriam preservados.
A própria Dilma tem repetido que não pretende tirar o pé do freio. Com base nos sinais emitidos pela presidente e pelo titular da Fazenda, diminuiu-se a aposta de um corte de R$ 60 bilhões. Especialistas afirmam que isso provocaria uma freada muito brusca na economia. Um contingenciamento entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões sinalizaria aos mercados a disposição do governo federal de manter as contas em dia, preservaria o país da contaminação pela crise estrangeira e ainda permitiria um fôlego para não “quebrar” o ritmo de crescimento do PIB.
Esses argumentos são usados também para justificar a alguns setores mais desenvolvimentistas — e principalmente, ao Congresso — por que o contingenciamento não pode ficar abaixo dos R$ 50 bilhões. Integrantes da Comissão Mista de Orçamento projetavam um corte de R$ 40 bilhões, alegando que a China cresceu mais que o esperado e que os números soprados pela economia americana, especialmente a redução nos níveis de desemprego, poderiam aliviar a mão do governo sobre o orçamento. Mas na Fazenda e no Planejamento a avaliação é de que um corte de R$ 40 bilhões emitiria um sinal de afrouxamento fiscal muito perigoso.
Fonte: Correio Brasiliense – 15/02/2012

Com a Selic se aproximando de um dígito, o governo federal mais uma vez volta a falar em mudança na remuneração da poupança, como estratégia para incrementar de maneira mais rápida a queda dos juros básicos da economia. A mudança na remuneração da poupança precisa ocorrer antes de a Selic atingir 8,5% ao ano (hoje está em 10,5% ao ano), e tudo indica que até junho venha a ocorrer esse desfecho. No ano passado, foram feitos estudos e a ideia mais consensual era substituir o juro fixo da poupança, 6% ao ano, pela Selic, aplicando-se um redutor e 20% ou 40%.
A TR seria mantida, assim como o fato da poupança continuar isenta de Imposto de Renda. Uma outra solução seria deixar a poupança com os mesmos rendimentos, mas sendo tributada pelo IR, no caso das grandes aplicações.
Ora, é certo que os juros básicos da economia devem cair e nesse caso seria inviável a poupança continuar com juros fixos de 6% ao ano. No entanto, seja qual for a mexida que o governo federal vá implementar na remuneração da poupança, haverá forte impacto no financiamento imobiliário nas duas pontas, tanto do construtor, como dos consumidores, que passariam a pagar prestações com juros variáveis e não mais juros fixos, como acontece até hoje.
Hoje, os bancos captam o dinheiro que financia tanto as empresas, como os adquirintes da casa própria, a juros de 6,5% mais a Taxa Referencial, a TR, e repassam para o mercado a juros de 12% nas operações com a carteira hipotecária e entre 9,5% e 10% se o financiamen-to é pelo Sistema Financeiro da Habitação. Tanto para o construtor, como para o tomador final, nesse caso, com prazo de pagamento de 30 anos. É uma regra clara e conhecida por toda cadeia da indústria imobiliária.
Afinal, os bancos, de súbito, ficariam mais cautelosos. Faço essas ponderações, sem a pretensão de afirmar certezas, e sim de estabelecer um campo de discussão que por ora está apenas centrado dentro do governo, quando deveria, a meu ver, se estender aos agentes financeiros, ao mercado imobiliário e aos consumidores. A poupança tem em estoque R$ 420,4 bilhões e deu forte salto em dezembro, com captação líquida de R$ 3,6 bilhões, segundo dados do BC.
Fonte: Tribuna da Bahia

Os financiamentos habitacionais somaram R$ 200,5 bilhões no fim do ano passado, com crescimento de 2,7% em dezembro, em relação ao mês anterior. No ano, o aumento foi de 44,5%. Os dados, divulgados pelo Banco Central (BC), envolvem operações para compra e construção de moradias, com recursos livres e direcionados. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, a expectativa é que esse tipo de financiamento continue crescendo acima da média neste ano. Em 2011, o país alcançou o patamar de 4,8% do crédito habitacional em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Fonte: Diario de Pernambuco – 28/01/2012