A mim bastava que o prefeito desse um jeito na cidade da Bahia”. Essa frase, da qual eu transmudei o título desse artigo, é de Caetano Veloso, e compõe os versos da música  “Ele me deu um beijo na boca”, do LP “Cores e Nomes”, no longínquo 1982. Portanto, faz 29 anos que o santamarense de boa cepa, assim como Emanoel Araújo, se referiu à cidade da Bahia.

Os entraves ao desenvolvimento de Salvador são tantos, que seria até injusto cobrar somente do prefeito a responsabilidade por “ um jeito na cidade da Bahia”, embora a ele caiba a condução de Salvador.
Porém, quando leio na imprensa as idas e vindas, na verdade nem idas e nem vindas, de projetos que simplesmente não acontecem, ou que se evaporam, como o hotel Ramada, que iria se instalar no antigo Salvador  Praia Hotel, mas foi se abrigar em Belo Horizonte, ou do estado em que encontra o Pelourinho, ou as ruínas do Comércio, percebo que há uma profusão de entes que concorrem para a atualidade do verso de Caetano Veloso.
Nesse barandão, em que se transformou a cidade, um ponto chama a atenção, praticamente grita, há quase cinco anos, sem que seja ouvido, é a orla de Salvador. Uma pendenga judicial transformou a orla numa terra de ninguém e de nada, afinal, afora o submundo, nada se encontra nesse espaço que favoreça o passeio, a caminhada, o lazer. Embora sem o menor atrativo, que a torne um ponto turístico e de referência da cidade, a orla e circunvizinhança estão se constituindo num novo vetor de crescimento da cidade.
Empreendedores do mercado imobiliário estão a construir empreendimentos, seja em Patamares, Armação, Jardim de Alhá e na Avenida Pinto de Aguiar, num esforço de apostar na construção de ambientes habitacionais que engrandeçam a Orla, hoje esganiçada. É próprio da iniciativa privada “fazer a hora e não esperar acontecer” como disse o cantor e compositor Geraldo Vandré, durante o período da ditadura militar. Mas a construção civil por si só não resolve os problemas da cidade, ela ajuda a resolver, quando há sintonia.
Lendo o artigo do professor e arquiteto Salvador Gnoato, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, a PUCPR, “ A cidade e seus ícones arquitetônicos”, nota-se que ao contrário de Berlim e Barcelona, que estão constantemente agregando novas construções em suas malhas urbanas, Salvador não consegue sequer ter uma orla decente. Recentemente, explica o professor, os museus substituíram as igrejas como principal espaço de reunião das cidades. Bilbao, na Espanha, construiu um museu que abriga as exposições da coleção Guggenheim, se transformando numa atração turística.
Em Niterói, o museu projetado por Oscar Niemeyer foi no mesmo caminho. Enquanto isso a cidade da Bahia espera que alguém dê um jeito, antes que as construções virem ruínas. Haja espera.
Artigo publicado no jornal Tribuna da Bahia

Salvador tem 324,5 km² (área correspondente à parte continental dos 706.799 km² totais, que também inclui  a parte marítima. Apesar da vasta área, o déficit habitacional é grande. Para completar, há lugares mais cobiçados que outros. Nesse espaço, é preciso construir moradias para os seus 2.676.606 habitantes (dados do Censo 2010). É exatamente nesse momento que as empresas esbarram em uma grande dificuldade: encontrar terrenos para desenvolver todo processo de incorporação.

Com quase totalidade das áreas consolidadas e bastante valorizadas – como as que abrangem a Barra, Pituba, Graça, Canela, Horto e Vitória – na capital baiana, muitas das vezes a compra de um terreno se torna um processo complexo. A posterior incorporação, que constitui, dentre outras etapas, a construção e a comercialização de empreendimentos, então se torna quase inviável. A saída está no surgimento de novos vetores de crescimento, com o desenvolvimento de novos bairros, ou a expansão de outros já existentes.

Cláudio Cunha, vice-presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), acredita que a escassez de terrenos é um grande desafio a ser superado. “Além dos polos de atuação do mercado, nós temos alguns lugares, onde ainda há construções e terrenos antigos. Havia também o problema da Lei de Uso do Solo, que não permitia a verticalização de algumas áreas, como foi o caso da orla marítima. Ao mesmo tempo em que encontramos novas oportunidades, temos que lidar com o tamanho das áreas onde se pode incorporar.”

Desafios e mobilidade

Salvador tem poucas áreas disponíveis para incorporação, o que faz com que a procura por terrenos seja muito maior do que a oferta. Nessa disputa, o preço acaba refletido diretamenteno valor do imóvel. Isso diminui a dinâmica para quem quer empreender. Outro ponto defendido pelo vice-presidente da Ademi-BA está relacionado à necessidade da consolidação de novas áreas com infraestrutura que contribua para o dia a dia dos moradores. “É preciso pensar em empreendimentos que possam oferecer facilidades para o cotidiano das pessoas. Essa é uma necessidade que o mercado imobiliário possui atualmente. Não faz sentido uma pessoa comprar um imóvel em Lauro de Freitas e ter que vir trabalhar em Salvador. O ideal é que no futuro não haja a necessidade desses deslocamentos, que só aumentam os congestionamentos em toda a cidade”, acrescenta Cunha.

A questão da infraestrutura também é defendida pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Bahia (Sinduscon-BA), Carlos Alberto Vieira Lima. “A dificuldade em encontrar terrenos é algo que já vem de algum tempo. Nós precisamos de uma política de novas fronteiras edificáveis, que passa fundamentalmente pela necessidade de se trabalhar a questão da mobilidade urbana em Salvador e região metropolitana. A expectativa é que este seja o ponto de partida para o surgimento e fortalecimento de novas áreas incorporáveis.”

Com informações da Revista Metro Quadrado.

Bairros surgem com o crescimento de Salvador

Um novo bairro se forma em Salvador. Trata-se do Horto Bela Vista, próximo ao Shopping Bela Vista, no Acesso Norte. O empreendimento é da construtora JHSF e ocupará um terreno de 340 mil m² cercado de área verde e jardins.

De acordo com a construtora, vai ser um dos bairros mais valorizados da cidade. As obras do empreendimento já começaram, sendo que a primeira etapa, prevista para ser finalizada em 2012, inclui a construção de cinco torres residenciais e do Shopping Bela Vista. Este terá cerca de 200 lojas, gerando mais de 5 mil empregos. A conclusão final para todo o empreendimento está prevista para 2015.

Sobre o novo bairro – Na opinião do arquiteto e urbanista Carl von Hauenschild “não se pode chamar este empreendimento de um `novo bairro´. Um bairro precisa muito mais funções e diversidade de usos e ocupação do solo. É um empreendimento imobiliário na forma de um grande condomínio, com a maior parte de vias privadas e acesso controlado”, afirmou.

Porém em termos de crescimento da cidade para esta região, o urbanista opina que é viável enatural. O arquiteto acredita nesta área para o futuro, principalmente porque “todo o sistema de transporte de massa irá cruzar suas principais linhas nesta região, o que reforça sua função de centralidade”. Cabe aos gestores públicos o planejamento e a  criação de infraestrutura necessária para tal destino inevitável.

Para maiores informações sobre o empreendimento Horto Bela Vista e condições de compra, fale com um corretor On Line ou acesse o site da Brito & Amoedo (http://www.britoeamoedo.com.br/).

(Fonte: Tribuna da Bahia, 11/02/2011)

Eleita Empresa Revelação do Ano no Prêmio Ademi 2010, a MVL Incorporadora atua no mercado baiano desde 1999, quando foi fundada pelo engenheiro civil Carlos Alberto Vieira Lima e o economista Marcos Vieira Lima, entrevistado pelo blog da Brito&Amoedo. O sócio-diretor Marcos Vieira Lima fala sobre as expectativas para 2011, Copa do Mundo e a importância de investir na melhoria da qualidade de vida de seus trabalhadores, além de comentar os próximos investimentos da MVL na orla e no centro da cidade. Confira!

Brito&Amoedo (B&A): Quais as expectativas para o mercado imobiliário nos próximos anos?

Marcos Vieira Lima (MVL): O que vejo para os próximos anos é um mercado mais estável, maduro e consciente, buscando tanto imóveis com boa localização, diferenciados, quanto aqueles voltados para atender as classes C, D e E, através da continuidade e desenvolvimento do Programa Minha Casa, Minha Vida.  O momento do “oba-oba” chegou ao fim, os compradores estão cada vez mais conscientes de suas necessidades e não compram baseados na emoção, por isso as vendas são mais lentas, porém mais consistentes. Tenho certeza que os próximos anos serão positivos, porque serão mais adequados à realidade.

B&A: E a Copa do Mundo?

Marcos Vieira Lima (MVL): Pensando na Copa do Mundo a expectativa é de que haja um crescimento nos lançamentos voltados para atender os turistas, como apart-hotéis e hotéis, e uma valorização do entorno da Fonte Nova. As obras de infraestrutura como a Via Expressa vão desafogar o trânsito, gerando maior mobilidade e novos vetores de crescimento da cidade

B&A: Quais as regiões se desenvolverão como vetores de crescimento da cidade?

Marcos Vieira Lima (MVL): Eu acredito na região do Cabula, Brotas, e empreendimentos econômicos de pequeno e médio porte em bairros tradicionais como Nazaré, Barbalho, Politeama e Ribeira, devido a escassez de ofertas nestas regiões e uma alta demanda reprimida. A médio e longo prazo a BR 324 se tornará um dos grandes vetores da cidade. Caso a ponte entre Salvador e a Ilha de Itaparica saia do papel a grande área de crescimento será a própria Ilha.

B&A: A MVL vai investir em que áreas de Salvador?

Marcos Vieira Lima (MVL): Faremos dois lançamentos este ano. Um na região entre o Barbalho e Nazaré, que são áreas tradicionais e outro na orla, no Jardim Armação. O primeiro buscando atender a demanda por produtos econômicos e o segundo com foco em investidores e pessoas que buscam seu primeiro imóvel, mas não abrem mão de empreendimentos diferenciados e com vista para o mar.  

(B&A): A MVL foi eleita Empresa Revelação do Ano no Prêmio Ademi 2010. A que se deve esta conquista?

Marcos Vieira Lima (MVL): O Prêmio é uma votação dos incorporadores do mercado baiano, que analisam e julgam se a empresa é ou não merecedora. A meu ver a MVL venceu pelo seu bom histórico. Em 2009 durante o Salão de Negócios Imobiliários da Bahia, o Seven foi vendido em 72h, um recorde,  neste mesmo ano fizemos a entrega do Ondina Residence, no bairro de Ondina. Além da boa avaliação das obras do Máximo Club Residence, que está 85% comercializado, e tem entrega marcada para março de 2012.

(B&A): A empresa investiu no segmento econômico. Esta é uma tendência que vocês vão seguir?

Marcos Vieira Lima (MVL): Nós diversificamos, tanto o Ondina Residence como o Seven são voltados para um público investidor, enquanto o Máximo Club Residence é voltado para um perfil econômico plus. Continuaremos atuando nestas duas linhas.

(B&A): Cada vez mais o tema sustentabilidade esta na pauta e é um diferencial para as empresas da construção. O que vocês tem feito nos seus empreendimentos no sentido de serem mais sustentáveis?

Marcos Vieira Lima (MVL): A MVL está sempre preocupada com a sustentabilidade de seus empreendimentos. Utilizamos gás natural, madeira certificada, descarte correto do entulho, medição de água individual, aquecimento solar entre outras soluções, sempre pensando no quesito sustentabilidade. Apesar de ainda não desenvolvermos um empreendimento totalmente verde, procuramos minimizar o impacto de cada obra. O mercado ainda não absorve este tipo de empreendimento, pois é muito diferenciado, com o uso de mais tecnologia e com um alto valor agregado. Nós defendemos esta bandeira e estamos caminhando passo a passo com ações pontuais para que quando o mercado possa absorver um empreendimento sustentável investirmos neste nicho. Além disso, nossas obras, desde o início, têm a preocupação de oferecer aos seus trabalhadores a melhoria na sua qualidade de vida. Como, por exemplo, com projetos de elevação da escolaridade. Já tivemos trabalhadores que conseguiram se alfabetizar e atingir a quarta serie premária dentro dos nossos canteiros. Também destacamos ações de saúde e segurança no trabalho como a vacinação, dentista nas obras e palestras de vários temas. Cuidar dos seus também é ser sustentável e a MVL já desenvolve estas ações há bastante tempo.

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Gustavo Brito, sócio da Brasil Brokers Brito&Amoedo, e André Piton, Diretor Geral da Cyrela NordesteOs sócios da Brasil Brokers Brito&Amoedo, Gustavo Brito e Claudio Cunha, e o Diretor Geral da Cyrela Nordeste André Piton,O mestre de cerimônias Rafael Cortez apresenta o lançamentoClaudio Cunha e Luciano Almeida, Diretor de Incorporação da Cyrela NordesteAndré Pithon, Diretor Geral da Cyrela Nordeste, Claudio Cunha, sócio da Brasil Brokers Brito&Amoedo, e Luciano Almeida, Diretor de Incorporação da CyrelaDSC_8447KIN_0002_943x627KIN_0700_943x627KIN_0698_943x627KIN_0696_943x627KIN_0694_943x627KIN_0691_943x627KIN_0690_943x627KIN_0688_943x627KIN_0678_943x627KIN_0675_943x627KIN_0673_943x627KIN_0671_943x627KIN_0669_943x627KIN_0665_943x627
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