
Os financiamentos habitacionais somaram R$ 200,5 bilhões no fim do ano passado, com crescimento de 2,7% em dezembro, em relação ao mês anterior. No ano, o aumento foi de 44,5%. Os dados, divulgados pelo Banco Central (BC), envolvem operações para compra e construção de moradias, com recursos livres e direcionados. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, a expectativa é que esse tipo de financiamento continue crescendo acima da média neste ano. Em 2011, o país alcançou o patamar de 4,8% do crédito habitacional em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Fonte: Diario de Pernambuco – 28/01/2012

A projeção do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP) para 2012 é de que, o montante do crédito habitacional chegue a R$ 152,1 bilhões. O aquecimento do setor vai de encontro à estratégia do país, que tem no fortalecimento do mercado interno e na ampliação do crédito os pilares para combater a crise internacional neste início de 2012. Com as indefinições nas economias dos países da Europa, a aposta no consumo interno e a redução na taxa de juros são saídas apontadas por muitos economistas.
Envolto a esse cenário, o mercado imobiliário, que tanto tem prosperado nos últimos anos, deve manter, ou aumentar, de tamanho em 2012. Isso porque a demanda e crédito continuarão em alta, segundo especialistas do setor. “O crédito para financiamento habitacional deve ser expandido pelos bancos, pois a demanda por imóveis está cada vez mais crescente”, acredita Alexandre Lafer Frankel, diretor-presidente da incorporadora Vitacon. Segundo ele, o valor dos imóveis continuará valorizado.

Quem sonha com a casa própria tem mais uma boa notícia: a entrada do Banco do Brasil (BB) no programa habitacional do governo federal Minha Casa Minha Vida. A diretoria nacional do BB esteve na quinta-feira à noite, em Salvador, para apresentar à Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) diversos programas de financiamento, entre eles a incorporação do BB ao programa do governo. O atendimento do Minha Casa Minha Vida pelo banco será destinado às famílias com renda entre três e dez salários mínimos.
A grande vantagem observada pelos empresários é o maior número de agências do BB no interior da Bahia. Outra questão é que, uma vez quebrado o monopólio da Caixa Econômica na oferta de crédito para o programa, os consumidores poderão optar pelo banco que oferecer melhor atendimento, já que as regras não devem variar. Segundo Edson Cardozo, superintendente estadual do BB na Bahia, o crédito para o Minha Casa estará disponível em todas as agências no início do segundo semestre.
“Estamos na fase em que o BB está colhendo projetos junto às incorporadoras baianas”, revela Cardozo. O encontro com a Ademi-BA teve esta finalidade: fortalecer a ligação do BB com o segmento imobiliário. Para José Henrique Silva, gerente executivo da Diretoria de Empréstimos e Financiamentos do BB, não faltarão recursos financeiros para ampliar o crédito imobiliário, considerando também outros clientes fora desta faixa de renda. “O Minha Casa Minha Vida é abrangente, principalmente em função dos recursos que são do FGTS”, diz Silva.
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