
Muito se fala em sustentabilidade, em boa parte dos discursos implementados na sociedade, em função de uma maior conscientização dos agentes sociais em relação à preservação do planeta. Nos países mais desenvolvidos as questões ambientais têm ocupado, gradativamente, cada vez mais espaço nos debates envolvendo o desenvolvimento. E nesse particular a construção civil vem se constituindo a bola da vez, em razão da quantidade de resíduos que produz, e dos materiais empregados.
Fonte: Tribuna da Bahia

A construção civil brasileira vive um momento histórico, registrando crescimento significativo, ano após ano. Em 2012, empresários do ramo estimam que o setor continuará aquecido e vai expandir uma taxa perto de 5%, mesmo patamar registrado em 2011. Trata-se de uma demonstração clara da força crescente do mercado interno, do aumento de renda da população e da ascensão de milhões brasileiros ao mercado de consumo.
O trabalhador é, certamente, o grande beneficiário desse “boom” da construção civil. No primeiro semestre de 2011, o setor foi o segundo que mais gerou empregos formais no País. Foram abertos 186 mil novos postos de trabalho, patamar perto dos 235 mil gerados pela agricultura. E esses empregos com carteira assinada significam mais consumo, mais vendas, mais produção e, afinal, mais empregos.
É por isso que os três níveis de governo precisam avançar com as políticas que estimulam a construção civil. No entanto, devem atuar para diminuir os gargalos do setor. Um deles é a qualificação da mão de obra. Sem profissionais competentes de engenharia civil e bons mestres de obra, pintores, eletricistas e assentadores de cerâmica, entre outros, os empreendimentos passam a enfrentar problemas sérios como crescimento do número de acidentes de trabalho, atraso no cronograma das obras e queda da qualidade do produto final.
A modernização dos métodos construtivos é outro desafio importante. Os investimentos em novas máquinas e equipamentos serão essenciais para construir mais unidades, com prazos mais reduzidos e com custos menores. E também, com inovação tecnológica e mão de obra mais capacitada, experimenta-se uma elevação da produtividade, e essa é uma das formas para assegurar a manutenção de taxas de crescimento altas e, com elas, mais e melhores oportunidades de emprego.
Fonte: O Dia – 31/01/2012

Se você está pensando em adquirir um imóvel, já deve ter se questionado: qual a melhor maneira de me programar financeiramente para realizar esta compra? Certamente, uma das suas primeiras opções será recorrer ao crédito habitacional.
Nos últimos anos, o financiamento imobiliário se tornou uma das principais formas para aquisição da casa própria e esse procedimento ainda gera muitas dúvidas. Por isso, hoje vamos conhecer cinco dicas importantes que devem ser levadas em consideração na hora do financiamento.
O objetivo desse post não é falar qual é o melhor agente financeiro ou quais são as melhores taxas de juros, pois isso dependerá muito do perfil de cada comprador: renda, percentual a ser financiado e valor do imóvel.
As dicas a seguir podem ser utilizadas por você na hora de escolher o financiamento mais seguro e adequado às suas expectativas.
1 – Planejamento é a palavra-chave
A compra de um imóvel é sempre um momento de muito entusiasmo e alegria. Contudo esse procedimento requer muita atenção e planejamento. Não deixe a emoção falar mais do que a razão.
Primeiramente, busque por um imóvel que seja compatível com a sua renda. Às vezes, na hora da emoção não somos capazes de mensurar os reais benefícios e contrapartidas de um financiamento imobiliário. Por isso, planeje-se muito bem antes de fechar um contrato.
Hoje, já existem vários agentes financeiros que realizam esse tipo de serviço e que trabalham com variadas taxas de juros. Pesquise em diferentes instituições e identifique aquela que melhor atende às suas necessidades e ao perfil do imóvel que você deseja.
Compare as condições de financiamento, as taxas de juros, os prazos, tempo de aprovação, entre outros fatores. Não aja por impulso.
As linhas de crédito se diferenciam de acordo com o valor do imóvel, com a quantidade de parcelas, com o valor da entrada, entre outros fatores. Sendo assim, tenha bem definido o tipo de empreendimento que você almeja e como está o seu orçamento.
2 – Simuladores de crédito auxiliam na projeção da compra
Definir qual tipo de financiamento não é uma tarefa muito fácil. Mas já existem instituições que disponibilizam simuladores de crédito em seus sites que auxiliam na projeção da compra.
Ainda no momento de pesquisa, faça a simulação do seu financiamento. Teste as linhas de crédito disponíveis em diferentes bancos. Simule a projeção das prestações, quanto você precisará comprovar de renda para aprovar o valor que está sendo pleiteado no empréstimo, entre outras possibilidades oferecidas pelos simuladores.
3 – Convênios podem facilitar na hora do financiamento
Algumas instituições financeiras estabelecem convênios com empresas públicas e privadas. Antes de escolher em qual instituição você realizará o financiamento, verifique se o local onde você trabalha possui algum tipo de parceria com agentes de crédito que realizam o financiamento habitacional.
Esses convênios possibilitam condições diferenciadas de negociação, como juros mais baixos ou prazos maiores, por exemplo. Informe-se e aproveite as vantagens que um convênio pode oferecer.
4 – Otimize seu tempo separando a documentação necessária
A documentação para financiar um imóvel pode ser providenciada antes mesmo de ir ao banco. Mesmo que alguns documentos possam ser solicitados de acordo com cada instituição financeira, de uma forma geral, há várias exigências em comum.
Pesquise quais são esses documentos básicos necessários para tê-los sempre em mãos. Essa atitude pode otimizar o seu tempo agilizando a liberação do financiamento.
5 – O financiamento não deve comprometer mais de 30% do orçamento
Depois de escolhida a linha de crédito e instituição financeira mais adequada para o seu perfil de compra é hora de ficar atento ao valor do financiamento. O empréstimo não deve comprometer mais de 30% do seu orçamento.
A aquisição de um imóvel é um comprometimento em longo prazo. Se o imóvel financiado ainda estiver na planta, devem-se levar em consideração os custos com a moradia atual, como gastos com o aluguel, por exemplo.
Uma análise cuidadosa do orçamento pessoal e familiar é fundamental. É importante identificar quanto da sua renda poderá ser comprometida durante o prazo do financiamento.
Estar atento as essas dicas é primordial para que o seu sonho não se torne uma frustração. Lembre-se que o próprio imóvel torna-se a garantia do seu financiamento.
Portanto, planeje-se bem para não correr o risco de ter que vender o seu imóvel para quitar o valor do empréstimo ou até mesmo ter o nome negativado perante os serviços de proteção ao crédito.
A compra de um imóvel significa um momento de grande felicidade e não deve representar uma alegria temporária. Buscar colocar essas cinco dicas em prática será uma grande contribuição para que esse momento tão especial se torne um processo duradouro e seguro.
Fonte: Clipping Imóveis – 31/01/2012

Meta é entregar 500 mil moradias este ano e estimular a construção civil
Os ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior, Planejamento, afimaram que a meta do governo é entregar cerca de 500 mil moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida em 2012. O governo conta com o programa para impulsionar os investimentos e garantir um crescimento econômico “acima de 4% neste ano”, afirmou Mantega.
Para cumprir a meta, entretanto, o governo precisa da parceria doas construtoras. Em reunião em São Paulo, com 20 representantes das maiores contrutoras do País, os ministros disseram não a pleitos dos empresários.
Os empresários pleiteavam o aumento do valor dos imóveis construídos para a faixa social, de famílias com renda até três salários mínimos. O teto atualmente é de R$ 65 mil, mas o empresários argumentaram que o aumento do valor dos terrenos e exigências feitas pelo governo fizeram o custo desses imóveis aumentar.
“Não temos nem um ano do valor de referência”, disse Miriam Belchior. Em julho, o governo elevouos valores dos imóveis. “Do ponto de vista do governo ainda não é este o momento do reajuste”. Do total de habitações que o governo espera entregar neste ano, cerca de 200 mil são imóveis dessa faixa.
O governo, porém, terá que, antes disso, tomar alguns cuidados para não correr o risco de ver suas metas irem por água abaixo. Como mostrou o Jornal de Brasília na edição de ontem, a auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou problemas com seus programas de habitação. O resultado aponta que de cada dez contratos firmados na área pela Secretaria Nacional de Habitação, sete não saíram do papel.
Limite
Mantega também afirmou aos empresários que “chegou ao limite” benefícios tributários ao setor. Em dezembro, o governo estendeu para até o fim de 2012 o desconto do IPI para materiais de construção. Além disso, lembrou Mantega, foi ampliado o desconto de 1% do regime especial de tributação para imóveis com valor de até R$ 85 mil. “Estamos no limite da redução tributária”,afirmou.
Ainda assim, o governo espera “cumprir com folga” a meta de encomendar mais 600 mil moradias neste ano. Conta, com o apoio da Caixa e do Banco do Brasil, que pretendem colocar no setor de habitação cerca de R$ 97 bilhões neste ano. Esse valor inclui empréstimos habitacionais e também subsídios para famílias mais pobres.
A ministra Miriam Belchior indicou que o governo pretende agir para baixar os custos dos imóveis com soluções que vão além da construção. Ela enumerou problemas como atrasos na entrega do habite-se e se instalações de água e de luz para a alta dos custos das contrutoras.
Fonte: Jornal de Brasília – 31/01/2012