Com a Selic se aproximando de um dígito, o governo federal mais uma vez volta a falar em mudança na remuneração da poupança, como estratégia para incrementar de maneira mais rápida a queda dos juros básicos da economia. A mudança na remuneração da poupança precisa ocorrer antes de a Selic atingir 8,5% ao ano (hoje está em 10,5% ao ano), e tudo indica que até junho venha a ocorrer esse desfecho. No ano passado, foram feitos estudos e a ideia mais consensual era substituir o juro fixo da poupança, 6% ao ano, pela Selic, aplicando-se um redutor e 20% ou 40%.

A TR seria mantida, assim como o fato da poupança continuar isenta de Imposto de Renda. Uma outra solução seria deixar a poupança com os mesmos rendimentos, mas sendo tributada pelo IR, no caso das grandes aplicações.

Ora, é certo que os juros básicos da economia devem cair e nesse caso seria inviável a poupança continuar com juros fixos de 6% ao ano. No entanto, seja qual for a mexida que o governo federal vá implementar na remuneração da poupança, haverá forte impacto no financiamento imobiliário nas duas pontas, tanto do construtor, como dos consumidores, que passariam a pagar prestações com juros variáveis e não mais juros fixos, como acontece até hoje.

Essa mudança que o governo projeta sobre a poupança deveria ser debatida de maneira mais ampla com o mercado imobiliário, com os bancos e com as entidades que representam os mutuários. Não estou contra a troca das regras, mas é preciso levar em conta que a economia brasileira ainda não está suficientemente madura para conviver com pequenas variações de juros. Só para citar um exemplo, num espaço de um ano (de janeiro de 2010 a janeiro de 2011), a Selic pulou de 8,6% para 10,6%, uma variação de quase 50%. Nas economias mais ajustadas, a taxa de juros sofre pequenas variações, com pouco impacto sobre os financiamentos e preços de maneira em geral.

Hoje, os bancos captam o dinheiro que financia tanto as empresas, como os adquirintes da casa própria, a juros de 6,5% mais a Taxa Referencial, a TR, e repassam para o mercado a juros de 12% nas operações com a carteira hipotecária e entre 9,5% e 10% se o financiamen-to é pelo Sistema Financeiro da Habitação. Tanto para o construtor, como para o tomador final, nesse caso, com prazo de pagamento de 30 anos. É uma regra clara e conhecida por toda cadeia da indústria imobiliária.

Leve-se em consideração também que o objetivo principal da remuneração da poupança é proteger o poupador das perdas ante a inflação. A poupança não é um ativo financeiro, que remunera o capital num ambiente de risco, claro. As últimas notícias vindas do mercado financeiro para a inflação cravam 5,29% para este ano e 5% para 2013, enquanto a meta de inflação estabelecida pelo Banco Central é de 4,5%. Nesse ambiente, uma mudança na poupança deixaria o poupador desprotegido.
Na outra ponta, se as medidas que vão nortear a nova remuneração da poupança chegar, como acontece normalmente, de bate pronto, se estabeleceria de imediato uma trava nos financiamentos com grande repercussão sobre empresas e compradores.

Afinal, os bancos, de súbito, ficariam mais cautelosos. Faço essas ponderações, sem a pretensão de afirmar certezas, e sim de estabelecer um campo de discussão que por ora está apenas centrado dentro do governo, quando deveria, a meu ver, se estender aos agentes financeiros, ao mercado imobiliário e aos consumidores. A poupança tem em estoque  R$ 420,4 bilhões e deu forte salto em dezembro, com captação líquida de R$ 3,6 bilhões, segundo dados do BC.

Fonte: Tribuna da Bahia

Muito se fala em sustentabilidade, em boa parte dos discursos implementados na sociedade, em função de uma maior conscientização dos agentes sociais em relação à preservação do planeta.  Nos países mais desenvolvidos as  questões ambientais têm ocupado, gradativamente, cada vez mais espaço nos debates envolvendo o desenvolvimento. E nesse particular a construção civil  vem se constituindo a bola da vez, em razão da quantidade de resíduos que produz, e dos materiais empregados.

Aqui no Brasil essas discussões ainda são incipientes e a resistência maior está no aumento de custo que teoricamente as construções sustentáveis provocariam, em função do emprego de tecnologias limpas e insumos voltados para a sustentabilidade do empreendimento. No entanto, precisamos entender que os avanços tecnológicos e a superação de paradigmas, além de criar novos modos de relacionamento com as cidades, concorrem para a redução de custo ao longo do tempo, do contrário não haveria os avanços que experimentamos.
Algumas ações, como o uso de tintas sem solvente e materiais menos agressivos de forma geral, qualidade do ar e do espaço interno e redução de desperdícios com água e energia, o uso mais consciente do ar condicionado, a inibição do uso desnecessário e simultâneo dos elevadores e a utilização de energia solar, podem fazer uma grande diferença nas edificações.
Pesquisas realizadas recentemente mostram um aumento de cerca de 5% nos gastos no processo de construção caso sejam feitos investimentos em sustentabilidade. No entanto, a pesquisa também aponta que a médio e longo prazos obtêm-se uma economia de 30%  nos gastos com água e energia, o que compensa os sobre custos iniciais.
No Brasil, a iniciativa mais importante e recente sobre o assunto foi a criação do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável – CBCS (www.cbcs.org.br), que surgiu da necessidade de integrar boas práticas de sustentabilidade e criar uma maneira estruturada de interagir com outros setores, além de promover o desenvolvimento sustentável por meio da geração e disseminação de conhecimento e da mobilização da cadeia produtiva da construção e seus consumidores. Para tanto, pretende-se desenvolver metodologias adequadas à realidade brasileira para avaliação da sustentabilidade de serviços e empreendimentos e promover a elaboração de publicações e referências técnicas direcionadas às empresas e profissionais do setor.
A criação de tal Conselho mostra o caminho para o setor no Brasil, mas é necessário salientar que em um país como o nosso, no qual 77% das construções são autogeridas, ou seja, acontecem sem a participação de construtoras ou agentes públicos, é necessário que as mudanças e transformações sejam devidamente regulamentadas, para que realmente atinjam o maior número de empreendimentos possível.
No mundo já estão de pé algumas certificações voltadas para construções sustentáveis, como a americana LEED(Leadership in Energy and Environment Design), mais famosa, e a francesa HQE (Haute Qualité Environment). Há, ainda, a certificação AQUA (Alta Qualidade Ambiental), baseada na HQE, e que vem a ser o primeiro referencial técnico para construções sustentáveis adaptado à nossa realidade. De modo geral, essas certificações se fundamentam no princípio de eficiência energética, uso racional de água, coleta seletiva, qualidade ambiental interna da edificação etc.

Fonte: Tribuna da Bahia

Há um adágio popular muito ignorado, mas de uma espantosa clareza e igualmente a conceituação. Diz o ditado: o barato sai caro. Na construção civil, mais especificamente no campo da edificação de imóveis, seja residencial ou comercial, a baixa produtividade da mão de obra tem gerado custos e solapado resultados financeiros, impondo às empresas dificuldades e mesmo perdas irreparáveis.

Apesar dos avanços do setor, em termos de materiais e técnicas construtivas, grande parte das edificações ainda utiliza mão de obra de baixa qualificação profissional, bem como pouca mecanização, e  processos construtivos convencionais, com o emprego de técnicas simples.

Esse quadro não se fez presente agora, vem se dando ao longo do tempo, mas evidenciou-se com o boom imobiliário vivido pela indústria da construção civil, que de repente se deu conta do grande prejuízo que é causado pela baixa produtividade, quando se está num ambiente de produção em massa e não mais de um ou dois empreendimentos. Atrasos na entrega de obras, elevação de custos em modelo aspiral e o déficit no quesito qualidade têm consumido as empresas, mas mesmo assim ainda se valem do argumento, em ordem inversa ao ditado popular, de que o barato não sai caro.

Essa posição talvez esteja ligada a uma máxima que se fixou no universo do trabalho no Brasil, na qual o setor da construção civil é o repositório do operariado de baixa qualificação e em grande escala, o que coloca de escanteio a noção de indústria. Ainda subsiste a crença de que a mão de obra barata é capaz de gerar bons resultados. A realidade desmente essa convicção, mas não é suficiente para reverter o quadro, pelo menos por enquanto.

O que mais chama atenção nesse processo é que o setor da construção civil tem avançado em termos de novas tecnologias, abrangendo materiais e componentes, pesquisa e difusão de novas técnicas construtivas, que efetivamente geram ganhos de produtividade, a exemplo da utilização de painéis metálicos e vidro em fachadas, dry wall, estruturas de aço etc. Contudo, o emprego é parcimonioso e está escorado na convicção de que o método tradicional de construção é mais barato.

É evidente que a adoção de novas técnicas, novos materiais e melhoria no processo construtivo têm como efeito menos trabalho realizado no canteiro de obras, menos operários e aumento no planejamento e desenvolvimento dos produtos e consequentemente na sua qualidade. Com isso uma parte substancial do trabalho artesanal, típico da construção civil será substituída pela montagem de componentes, que requer menos esforço físico e novas competências. Nos países desenvolvidos, especialmente nos Estado Unidos, a construção civil é industrializada e, ao contrário do Brasil, emprega pouca mão de obra.
A racionalização do sistema de construção tem uma maior amplitude e se dá de forma que a coordenação entre projeto, planejamento, execução, obra, central de componente e comercialização substituem a racionalização parcial, que apenas enfoca as atribuições envolvidas com o processo de produção. Desse modo, fica evidente que a natureza industrial da construção civil deve estar ligada a uma articulação produtiva mais ampla que a aplicação do conceito de repetição e produção em série.

Analisando o assunto, a consultoria McKinsey constatou, há alguns anos, que a produtividade da mão de obra do segmento da construção habitacional brasileira, no geral, representava apenas 35% da norte-americana, chegando a pífios 20% nas obras de casas populares. Com o avanço da economia brasileira, que tem proporcionado ganhos de renda ao trabalhador, cada vez mais a construção civil, moldada em termos de barato que satisfaz, ficará distante do conceito de indústria e próxima de uma zona perigosa, indutora de baixa produtividade e resultados desastrosos.

Fonte: Tribuna da Bahia

Embora não ganhe destaque na mídia, que se concentra especialmente na indústria, no agronegócio e no setor de serviço, o mercado imobiliário em todo o Brasil vem mostrando um desempenho que assegura um enorme número de empregos e uma oportunidade de investimento que supera a do mercado financeiro.

No caso baiano, os números apresentados aqui, na coluna do dia 11 de janeiro, mostraram um crescimento constante do setor nos últimos três anos, com média de 12 mil unidades.

A valorização de imóveis no Brasil foi uma das maiores do mundo, no ano passado e de acordo com uma pesquisa encomendada pela revista “Exame”, de junho de 2011, “o país registrou a terceira maior valorização de imóveis nos últimos 12 meses, 22%, perdendo apenas para China ( 30%) e Singapura ( 25%) – fontes: Global Property Guide e Ibope Inteligence”. Isso é um dado que só vem ratificar a antiga discussão sobre a segurança do investimento em imóveis.

Um imóvel é um patrimônio físico, está lá, ao alcance das mãos, é seu, ninguém lhe tira, o governo não pode congelá-lo como já fez com a poupança e contas bancárias, ele não sofre

oscilações drásticas como a bolsa de valores, é um bem tangível e seguro, que além de poder usufruí-lo, ainda valoriza.

O aquecimento da economia, com a abundante disponibilidade de crédito e os longos prazos de financiamentos, tornaram o investimento em imóveis, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e na Bahia a melhor alternativa em termos de rentabilidade no ano passado. Rentabilidade é o retorno esperado de um investimento descontando custos, tarifas e inflação.

Quem investe em imóvel tem ganho duplo, o primeiro e mais visível é a rentabilidade do aluguel, com os juros do mercado financeiro em queda, cada vez mais ela se torna atraente e praticamente sem risco.

Fonte: Tribuna da Bahia – 25/01/2012

Embora não ganhe destaque na mídia, que se concentra especialmente na indústria, no agronegócio e no setor de serviço, o mercado imobiliário em todo o Brasil vem mostrando um desempenho que assegura um enorme número de empregos e uma oportunidade de investimento que supera a do mercado financeiro.

No caso baiano, os números apresentados aqui, na coluna do dia 11 de janeiro, mostraram um crescimento constante do setor nos últimos três anos, com média de 12 mil unidades.

A valorização de imóveis no Brasil foi uma das maiores do mundo, no ano passado e de acordo com uma pesquisa encomendada pela revista “Exame”, de junho de 2011, “o país registrou a terceira maior valorização de imóveis nos últimos 12 meses, 22%, perdendo apenas para China ( 30%) e Singapura ( 25%) – fontes: Global Property Guide e Ibope Inteligence”. Isso é um dado que só vem ratificar a antiga discussão sobre a segurança do investimento em imóveis.

Um imóvel é um patrimônio físico, está lá, ao alcance das mãos, é seu, ninguém lhe tira, o governo não pode congelá-lo como já fez com a poupança e contas bancárias, ele não sofre

oscilações drásticas como a bolsa de valores, é um bem tangível e seguro, que além de poder usufruí-lo, ainda valoriza.

O aquecimento da economia, com a abundante disponibilidade de crédito e os longos prazos de financiamentos, tornaram o investimento em imóveis, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e na Bahia a melhor alternativa em termos de rentabilidade no ano passado. Rentabilidade é o retorno esperado de um investimento descontando custos, tarifas e inflação.

Quem investe em imóvel tem ganho duplo, o primeiro e mais visível é a rentabilidade do aluguel, com os juros do mercado financeiro em queda, cada vez mais ela se torna atraente e praticamente sem risco.

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Gustavo Brito, sócio da Brasil Brokers Brito&Amoedo, e André Piton, Diretor Geral da Cyrela NordesteOs sócios da Brasil Brokers Brito&Amoedo, Gustavo Brito e Claudio Cunha, e o Diretor Geral da Cyrela Nordeste André Piton,O mestre de cerimônias Rafael Cortez apresenta o lançamentoClaudio Cunha e Luciano Almeida, Diretor de Incorporação da Cyrela NordesteAndré Pithon, Diretor Geral da Cyrela Nordeste, Claudio Cunha, sócio da Brasil Brokers Brito&Amoedo, e Luciano Almeida, Diretor de Incorporação da CyrelaDSC_8447KIN_0002_943x627KIN_0700_943x627KIN_0698_943x627KIN_0696_943x627KIN_0694_943x627KIN_0691_943x627KIN_0690_943x627KIN_0688_943x627KIN_0678_943x627KIN_0675_943x627KIN_0673_943x627KIN_0671_943x627KIN_0669_943x627KIN_0665_943x627
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