
Com a Selic se aproximando de um dígito, o governo federal mais uma vez volta a falar em mudança na remuneração da poupança, como estratégia para incrementar de maneira mais rápida a queda dos juros básicos da economia. A mudança na remuneração da poupança precisa ocorrer antes de a Selic atingir 8,5% ao ano (hoje está em 10,5% ao ano), e tudo indica que até junho venha a ocorrer esse desfecho. No ano passado, foram feitos estudos e a ideia mais consensual era substituir o juro fixo da poupança, 6% ao ano, pela Selic, aplicando-se um redutor e 20% ou 40%.
A TR seria mantida, assim como o fato da poupança continuar isenta de Imposto de Renda. Uma outra solução seria deixar a poupança com os mesmos rendimentos, mas sendo tributada pelo IR, no caso das grandes aplicações.
Ora, é certo que os juros básicos da economia devem cair e nesse caso seria inviável a poupança continuar com juros fixos de 6% ao ano. No entanto, seja qual for a mexida que o governo federal vá implementar na remuneração da poupança, haverá forte impacto no financiamento imobiliário nas duas pontas, tanto do construtor, como dos consumidores, que passariam a pagar prestações com juros variáveis e não mais juros fixos, como acontece até hoje.
Hoje, os bancos captam o dinheiro que financia tanto as empresas, como os adquirintes da casa própria, a juros de 6,5% mais a Taxa Referencial, a TR, e repassam para o mercado a juros de 12% nas operações com a carteira hipotecária e entre 9,5% e 10% se o financiamen-to é pelo Sistema Financeiro da Habitação. Tanto para o construtor, como para o tomador final, nesse caso, com prazo de pagamento de 30 anos. É uma regra clara e conhecida por toda cadeia da indústria imobiliária.
Afinal, os bancos, de súbito, ficariam mais cautelosos. Faço essas ponderações, sem a pretensão de afirmar certezas, e sim de estabelecer um campo de discussão que por ora está apenas centrado dentro do governo, quando deveria, a meu ver, se estender aos agentes financeiros, ao mercado imobiliário e aos consumidores. A poupança tem em estoque R$ 420,4 bilhões e deu forte salto em dezembro, com captação líquida de R$ 3,6 bilhões, segundo dados do BC.
Fonte: Tribuna da Bahia

Muito se fala em sustentabilidade, em boa parte dos discursos implementados na sociedade, em função de uma maior conscientização dos agentes sociais em relação à preservação do planeta. Nos países mais desenvolvidos as questões ambientais têm ocupado, gradativamente, cada vez mais espaço nos debates envolvendo o desenvolvimento. E nesse particular a construção civil vem se constituindo a bola da vez, em razão da quantidade de resíduos que produz, e dos materiais empregados.
Fonte: Tribuna da Bahia

Há um adágio popular muito ignorado, mas de uma espantosa clareza e igualmente a conceituação. Diz o ditado: o barato sai caro. Na construção civil, mais especificamente no campo da edificação de imóveis, seja residencial ou comercial, a baixa produtividade da mão de obra tem gerado custos e solapado resultados financeiros, impondo às empresas dificuldades e mesmo perdas irreparáveis.
Apesar dos avanços do setor, em termos de materiais e técnicas construtivas, grande parte das edificações ainda utiliza mão de obra de baixa qualificação profissional, bem como pouca mecanização, e processos construtivos convencionais, com o emprego de técnicas simples.
Esse quadro não se fez presente agora, vem se dando ao longo do tempo, mas evidenciou-se com o boom imobiliário vivido pela indústria da construção civil, que de repente se deu conta do grande prejuízo que é causado pela baixa produtividade, quando se está num ambiente de produção em massa e não mais de um ou dois empreendimentos. Atrasos na entrega de obras, elevação de custos em modelo aspiral e o déficit no quesito qualidade têm consumido as empresas, mas mesmo assim ainda se valem do argumento, em ordem inversa ao ditado popular, de que o barato não sai caro.
O que mais chama atenção nesse processo é que o setor da construção civil tem avançado em termos de novas tecnologias, abrangendo materiais e componentes, pesquisa e difusão de novas técnicas construtivas, que efetivamente geram ganhos de produtividade, a exemplo da utilização de painéis metálicos e vidro em fachadas, dry wall, estruturas de aço etc. Contudo, o emprego é parcimonioso e está escorado na convicção de que o método tradicional de construção é mais barato.
Analisando o assunto, a consultoria McKinsey constatou, há alguns anos, que a produtividade da mão de obra do segmento da construção habitacional brasileira, no geral, representava apenas 35% da norte-americana, chegando a pífios 20% nas obras de casas populares. Com o avanço da economia brasileira, que tem proporcionado ganhos de renda ao trabalhador, cada vez mais a construção civil, moldada em termos de barato que satisfaz, ficará distante do conceito de indústria e próxima de uma zona perigosa, indutora de baixa produtividade e resultados desastrosos.

Embora não ganhe destaque na mídia, que se concentra especialmente na indústria, no agronegócio e no setor de serviço, o mercado imobiliário em todo o Brasil vem mostrando um desempenho que assegura um enorme número de empregos e uma oportunidade de investimento que supera a do mercado financeiro.
No caso baiano, os números apresentados aqui, na coluna do dia 11 de janeiro, mostraram um crescimento constante do setor nos últimos três anos, com média de 12 mil unidades.
A valorização de imóveis no Brasil foi uma das maiores do mundo, no ano passado e de acordo com uma pesquisa encomendada pela revista “Exame”, de junho de 2011, “o país registrou a terceira maior valorização de imóveis nos últimos 12 meses, 22%, perdendo apenas para China ( 30%) e Singapura ( 25%) – fontes: Global Property Guide e Ibope Inteligence”. Isso é um dado que só vem ratificar a antiga discussão sobre a segurança do investimento em imóveis.
Um imóvel é um patrimônio físico, está lá, ao alcance das mãos, é seu, ninguém lhe tira, o governo não pode congelá-lo como já fez com a poupança e contas bancárias, ele não sofre
oscilações drásticas como a bolsa de valores, é um bem tangível e seguro, que além de poder usufruí-lo, ainda valoriza.
O aquecimento da economia, com a abundante disponibilidade de crédito e os longos prazos de financiamentos, tornaram o investimento em imóveis, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e na Bahia a melhor alternativa em termos de rentabilidade no ano passado. Rentabilidade é o retorno esperado de um investimento descontando custos, tarifas e inflação.
Quem investe em imóvel tem ganho duplo, o primeiro e mais visível é a rentabilidade do aluguel, com os juros do mercado financeiro em queda, cada vez mais ela se torna atraente e praticamente sem risco.
Fonte: Tribuna da Bahia – 25/01/2012
Embora não ganhe destaque na mídia, que se concentra especialmente na indústria, no agronegócio e no setor de serviço, o mercado imobiliário em todo o Brasil vem mostrando um desempenho que assegura um enorme número de empregos e uma oportunidade de investimento que supera a do mercado financeiro.
No caso baiano, os números apresentados aqui, na coluna do dia 11 de janeiro, mostraram um crescimento constante do setor nos últimos três anos, com média de 12 mil unidades.
A valorização de imóveis no Brasil foi uma das maiores do mundo, no ano passado e de acordo com uma pesquisa encomendada pela revista “Exame”, de junho de 2011, “o país registrou a terceira maior valorização de imóveis nos últimos 12 meses, 22%, perdendo apenas para China ( 30%) e Singapura ( 25%) – fontes: Global Property Guide e Ibope Inteligence”. Isso é um dado que só vem ratificar a antiga discussão sobre a segurança do investimento em imóveis.
Um imóvel é um patrimônio físico, está lá, ao alcance das mãos, é seu, ninguém lhe tira, o governo não pode congelá-lo como já fez com a poupança e contas bancárias, ele não sofre
oscilações drásticas como a bolsa de valores, é um bem tangível e seguro, que além de poder usufruí-lo, ainda valoriza.
O aquecimento da economia, com a abundante disponibilidade de crédito e os longos prazos de financiamentos, tornaram o investimento em imóveis, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e na Bahia a melhor alternativa em termos de rentabilidade no ano passado. Rentabilidade é o retorno esperado de um investimento descontando custos, tarifas e inflação.
Quem investe em imóvel tem ganho duplo, o primeiro e mais visível é a rentabilidade do aluguel, com os juros do mercado financeiro em queda, cada vez mais ela se torna atraente e praticamente sem risco.