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Ao se identificar com o personagem, a pessoa tenta reproduzi-lo à sua maneira. As mudanças podem vir no vestuário ou na decoração em casa.
O que se vê em filmes e novelas, vai além da trama entre os personagens. Embora em segundo plano, móveis e objetos também chamam a atenção do expectador, principalmente se a cena mostra o “sofá dos sonhos”, o tapete ideal para a sala ou aquele cobiçado enfeite de mesa. “A decoração das casas em novelas e filmes influencia, sim, o gosto das pessoas”, conta Daniela Rodrigues, diretora de arte da Cenografia.net, no Rio de Janeiro.
Trata-se de um processo natural do ser humano que, ao se identificar com o personagem, tenta reproduzi-lo, mas à sua maneira, assim como acontece com a moda. A diferença é que na arquitetura e decoração, os conceitos são menos mutáveis. O vestido da protagonista pode ser lindo hoje e brega amanhã. Já um papel de parede é mais complicado de trocar toda hora.
Além disso, segundo Juliana Raimo, arquiteta da Ogi Cenografia e Arquitetura, de São Paulo, a percepção do público quanto ao ambiente pode ser pontual ou ampliada. Pontual quando o personagem “traz”, invariavelmente, outros elementos do cenário com ele, como uma almofada, uma luminária, um edredom. Aí, é uma peça ou outra que chama a atenção. “A pessoa vai comprar objetos similares de forma individual”, diz. Já em uma visão mais ampliada, o encantamento prevalece como um todo – uma casa moderna de praia ou de campo, por exemplo.
Juliana ainda acrescenta que esse tipo de análise é menos comum em pessoas com maior poder aquisitivo, até porque o cenário apresentado na película ou telenovela pode ser um tema recorrente no cotidiano dessa pessoa. Assim, fica mais difícil de se “encantar”.
É claro que o objeto cobiçado deve se adequar aos valores estéticos e espaciais da casa. Veja o exemplo de um sofá chesterfield, figurinha carimbada em muitos filmes. Ele combina com um ambiente sofisticado, chique. Se a sala não permite essa inserção, logo, ninguém vai querer uma poltrona desgastada no mesmo estilo só porque ela aparece no filme Matrix. “O público deseja o belo”, diz Daniela.
A principal dica é não exagerar nas “ideias” que a ficção apresenta. O telefone vermelho usado pelo Comissário Gordon para conversar com o Batman, por exemplo, pode destoar com os outros elementos da sala ou, pior, não ter significado nenhum para a visita.
A própria Rede Globo tem um site com uma seleção de produtos que fazem ou fizeram parte de novelas e seriados, como porta-retratos, roupas de cama e roupas.

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Jovens entre vinte e trinta e poucos anos. Esse é o perfil das pessoas que compram o primeiro apartamento. É gente que está começando a vida adulta, já acabou a faculdade, tem um emprego estável e um salário capaz de comportar as parcelas do financiamento imobiliário. Ou mesmo um pé de meia para bancá-lo à vista. O grupo se divide entre solteiros em busca de independência ou jovens casais que querem um lugar para iniciar a vida a dois.
É o caso de José Augusto Lobato, de 23 anos. Casado há dez meses, o jornalista de Belém mora há dois anos em São Paulo e está financiando um apartamento com a esposa, a também jornalista Mayara, de 24 anos. “O que sempre procuramos foi espaço, mas os apartamentos antigos estão caros. Mesmo assim, são mal cuidados e precisam de reforma. Então acabamos comprando um imóvel novo, pequeno – com 65m² –, mas com uma planta funcional”, conta. A prioridade foi a boa localização, afinal está situado próximo ao metrô Saúde. Mas o que o ajudou mesmo a fechar o negócio foi o fato de haver duas vagas na garagem. “Tínhamos outro imóvel idêntico e um pouco mais barato em vista, mas acabamos ficando com esse porque tem duas vagas. Hoje só temos um carro, mas daqui a alguns anos vamos comprar outro”, explica Lobato.
Para outro jovem casal, a jornalista Mariana Setubal, de 23 anos, e o administrador de empresas Carlos Pessoa, de 33, o mais importante na escolha foi a localização. “Procuramos em uns cinco bairros, perto de onde a gente mora atualmente e próximo de onde a gente trabalha. Também são bairros que a gente gosta, centrais, nos quais dá para fazer as coisas a pé. Em segundo lugar, o preço pesou bastante também. Por isso demoramos tanto para encontrar, quase um ano” lembra Mariana. Eles optaram por um imóvel de três quartos no Itaim Bibi.
Apesar de a boa localização ser um dos principais itens a serem levados em conta, não é o único. O economista Guilherme Gobato, de 35 anos, prezou, primeiramente, pela área social. “A parte de lazer desse prédio é interessante porque fica no alto, no 18º andar, e tem uma vista linda. E ainda conto com os benefícios que quase todos os prédios novos oferecem como sauna, piscina e vaga na garagem.” Entretanto, também levou em conta o local. “Tinha ideia de tamanho – um ou dois quartos – e que fosse de fácil acesso à avenida Paulista. Pensei em bairros ao redor dali como Santa Cecília – onde moro, Pinheiros e Cerqueira César”, afirma.
Para a jornalista Tatiane Matheus, de 30 anos, a prioridade pela boa localização foi dividida com a necessidade de um preço que coubesse no orçamento. “Não sou de São Paulo e precisava de um apartamento que fosse bem localizado. Como a minha verba era limitada, a prioridade era um prédio seguro e reformadinho. Onde eu moro tem uma academia em frente, um Sesc na rua de trás, faculdades e barzinhos. Então, área de lazer e salão de festas não foram tão importantes”, explica. Ela mora em uma quitinete na Vila Buarque, região central de São Paulo, e fez um financiamento há três anos para quitar o imóvel.

ATARDE 12/05/12
Apartamentos amplos, mas com plantas que permitam a personalização dos cômodos são uma tendência entre os lançamentos de alto padrão, afirma o arquiteto Eduardo Brandão. Ele assina o projeto da Mansão Caymmi, que acaba de ser lançada pela Moura Dubeaux no Caminho das Árvores, com comercialização da Brasil Brokers. Com duas unidades por andar, os apartamentos de quatro quartos com suíte podem transforma-se em três suítes com variações para um gabinete ou sala mais ampla. Os interessados já podem visitar o estande de vendas, localizado na Alameda dos Sombreiros.

Por: Jornal A TARDE/Juliana Brito
Quando o empresário Derlon Braga optou por comprar um apartamento em um prédio do Alto do Itaigara estava decidido a escolher o imóvel em um dos últimos 29 andares do empreendimento. Mas, durante a segunda visita, recebeu a sugestão do filho de mudarem-se para o último andar. A esposa, que tem medo de altura, ficou reticente, mas por fim a decisão foi tomada. Assim como a família Braga, muita gente opta por apartamentos nos últimos andares dos prédios residenciais. Os motivos são basicamente três: privacidade, uma boa vista e a melhoria da ventilação.
O sócio-diretor da Brasil Brokers Brito & Amoedo, Cláudio Cunha, afirma que a opção por morar no alto depende da localização do imóvel. “Se o prédio tiver uma vista para o mar ou para o parque ou se tiver prédios vizinhos, as pessoas vão preferir os andares de cima”, afirma.
“Entretanto, nem todos os bairros de Salvador têm o gabarito liberado. Mas nas áreas liberadas, os prédios costumam ter até 34 pavimentos”, ressalva.
Cunha explica que os imóveis do último andar costumam ser de 12% a 15% mais caros que os do primeiro andar. “Mas não existem andares melhores ou piores, existem para todos os gostos”, observa ele.
Vizinhos
Derlon conta que a decisão de ocupar o último andar veio após um período de transtornos causados pela vizinha que ocupava o apartamento de cima. “Morava nele uma senhora que no meio da madrugada acordava e começava a andar de tamanco pela casa. Prometi que nunca mais moraria em um andar que tivesse um apartamento acima”, recorda o empresário.
A vista também foi um atrativo. “Chegamos a visitar um apartamento no sexto andar de um prédio na Barra. Mas do que adianta morar lá se não tenho a visão para o mar?”, argumenta. A boa ventilação e a privacidade que morar nas alturas proporcionam foi também um fator decisivo na compra do imóvel.
Apesar de estar convicto sobre as vantagens do último andar, o empresário ainda tem dúvidas sobre a decisão. A maior delas é a altura da vista. Como o prédio está em construção, Derlon ainda não visitou a varanda da sua futura casa. “No meio do ano, vou poder fazer isso. Não sei se vou conseguir olhar para baixo da minha varanda, acho que minha mulher vai pisar lá na ponta do pé, mas acredito que vou ter mais alegrias que problemas”, brinca o proprietário.
Aos empolgados com as alturas devem averiguar algumas condições. “É bom prestar atenção se o prédio possui gerador de energia elétrica e se os elevadores são rápidos e climatizados”, ensina Cláudio Cunha.
